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quarta-feira, 21 de março de 2012

A praxe do absurdo



A praxe do absurdo
Por: Gilson Silva

Foto; Jailson da Paz
           
Todos sabem que a cultura pernambucana é forte, muito plural, mas o governo parece não ver essa força toda, importa o samba carioca, não que nós não precisamos do samba carioca, mas o recurso que temos não é essa coisa toda para se dá o luxo de trazer uma campeã pra se apresentar aqui, dando todo mimo que ela merece, mas seria mais sensato cuidar da nossa cultura, dando espaço e todo glamour que ela merece. Na terra que é também dos maracatus, silencia um pra dar vez ao Unidos da Tijuca para passar com suas cinco baianas, dez passistas, com uma ala de mestre Vitalino em homenagem ao grande Luiz Gonzaga e uma bateria de umas duas dezenas de integrantes. Silenciando um maracatu que animava (de graça) o povo nas proximidades da passagem da grande escola de samba carioca. Perguntado a um integrante do maracatu porque eles pararam de tocar? E ele disse: a prefeitura mandou a gente parar para não atrapalhar a escola de samba. Eles sempre perseguem a gente, hoje o nosso mestre estava calmo e aceitou sem contestar. Disse o tal brincante do maracatu. O maracatu que estava comemorando o aniversário da sua cidade silenciou e não pôde levar cultura pernambucana ao povo, mesmo sem apoio da prefeitura nem do governo estadual, que viraram as costas, literalmente a eles que estavam ali animando a cidade e não puderam continuar brincando na rua que é do povo. As nossas agremiações passam por imensas dificuldades, mas os governantes não tão nem aí, numa festa dessas, com uma imensa infraestrutura, “esquecem” de convidá-las, dando um cachezinho que iria ajudar bastante a elas, mas sobre tudo, seria um palco muito bom para sua divulgação, mas o governo preferiu ajudar o samba campeã carioca, que gastou mais de 10 milhões no carnaval de 2012, boa parte veio da articulação do governo pernambucano, com indicação de empresas a “darem” aquela ajudinha básica. Milhões apareceram de repente, com o empurrãozinho do governo pernambucano. Esse empurrãozinho bem que poderia ser dado as nossas agremiações, que vão às ruas com roupas recicladas, com pouco brilho, pois brilho é caro, com uma orquestra dividida, com poucos músicos, muitas vezes até sem eles que se esquivam do compromisso, por conta de serem maus pagos e quando pagos bem atrasados, isso já é praxe dos governos que patrocinam os ciclos festivos da nossa terra.     

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