Espaço democrático

TV ROSAS

Siga por e-mail

terça-feira, 1 de maio de 2012

26ª Festa da Lavadeira


A Festa da Lavadeira,
Uma festa à lá Iemanjá!
                         (Por Gilson Silva)

A Festa da Lavadeira é uma manifestação popular que começou em 1987 e que tem aspecto religioso, pois a lavadeira, que deu origem a festa é uma ancestral filha de Iemanjá, segundo os seus idealizadores. Chega a 26ª edição com muito calor humano e alegria. Depois de muita polêmica, o poder econômico, ligado as empresas imobiliárias, com o aval do Ministério Público tangeu esse belo evento que desde sua criação foi realizado na Praia do Paiva (Cabo de Santo Agostinho), tangeu para o Recife Antigo, para a alegria dos recifenses que gostam de cultura popular, mas para muitos de lá (de Santo Agostinho), até mesmo recifenses que sempre iam pra lá curtir o evento não gostaram nada dessa mudança. Não teve uma areinha de praia pra deita-se e descansar um pouco, entre uma atração e outra. Eles viram só chão com asfaltado quentíssimo, eles sentiram falta do banhozinho de mar e aquela laminha pra sapatearem, dançando um belo coco de roda. Apesar dos pesares o evento realizado no Recife foi bem estruturado, faltou com certeza a participação dos blocos líricos, já que são a cara da cidade, o mais legitima representante da cultura recifense, não sei porque do boicote aos blocos líricos, ademais tudo foi muito alegre, colorido... Mais de 50 grupos se apresentaram: maracatus, afoxés, cirandas, grupo de pife, grupo de forró, orquestra de frevo, escolas de samba, urso, caboclinhos, tribos indígenas, boi, pastoril profano, clube e troça carnavalescas e nada de bloco lírico! Nenhum flabelo foi visto desfilando na área, por quê? Não sei! Só sei que o evento foi bom e os grupos de coco e maracatus botaram pra mexer uma massa ávida de cultura popular, sem “novinhas” pra encher o saco, mas novinhas, literalmente belas se espalharam por todos os cantos, desabrochando risos, chacoalhando corpos sarados no molejo jovial, perfumando as vistas dos “marmanjos”. A 26ª Festa da Lavadeira chegou ao Recife pela porta da frente, fez toda gente dançar. Selma lembrou o coco de Chico, Karynna Spinelli, Clara Nunes fez lembrar e Lia não pagou mico quanto nos fez cirandar.  Feliz eu te digo: ninguém quis ver o show terminar. Mas terminou com a poesia da voz potente desta Bahia de lá que encantou com nostalgia nós de cá, repleta de meiguices. Falo de Virginia Rodrigues que cantou pra nos encantar e terminou sem terminar esse show à lá Iemanjá! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Espaço democrático, use, mas não abuse!

Ocorreu um erro neste gadget

TV Cultura

CONHEÇA O APLICATIVO DO  ROSAS

VEJO COM FUNCIONA AQUI

Vídeos e audios de MPB


 

    Músicas da MPB